Minha voz não é leve
não há quem releve qualquer coisa que eu diga
minha palavra é afiada
espada manchada, tingida, ungida...
Penetra
Como os dedos afinados na dança molhada dos corpos
Como a língua nos copos
Como o vinho na taça
Não há nada que eu faça
Que seja farsa
Se eu digo isso, acredito não ser aquilo
Se mudo de ideia
Tenho plateia, e prejuízo
Não, minha voz não é leve
Não há quem negue
O que eu digo não vem do umbigo
Mas o acerta em cheio
Como um tridente enferrujado
como machado
arranca-te do lugar comum, lugar cômodo, apropriado
e coloca-te não adiante, mas ao meu lado
um lado errado, negado....
solitáaario
um lado aleijado.
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