Não me importa seu olhar cheio de sangue
Sua raiva projetada
Eu não sou tela branca, tenho cor
Tenho voz, mesmo calada
Suas flechas estão apontadas para ti
suas armas te ferem porque você as carrega consigo
Sigo ilesa, refletindo, me perguntando se o tiro é de bala, ou de gelatina?
Ainda tenho um ar risonho de menina
Sou ingênua, sou pequena, sou rainha
As mulheres maduras e que não brincam, nunca serão coroadas
Esbofeteadas pela vida, pelos ressentimentos, pelas decepções
perderam a princesa, a futura imperatriz, que trilha glorioso caminho até si...
esqueçam o príncipe, estamos falando do feminino, das borboletas...
Metamorfoseada em seu casulo
depois de limpeza íntima
despe-se a princesa de armaduras de Joana
a parte mais forte está por dentro. Por fora, pele permeável que dialoga...
Se você não consegue sentir minha força, não me azucrine com suas lanças e palavras bruscas
Incomoda ser suave, eu sei
meu casco não faz barulho, minha pele mostra marcas, meu olhar não tem orgulho
o rancor não me alivia
sou desprendida de armadilhas....eu não sei jogar, só piquenique...
Tenho voracidade no calor, e tranquilidade na chuva, alterno em mim, inverno, inferno, céu, primaveras....as minhas feras não estão presas, mas estão sem presas....elas não engolem...lambem
Cometo atos impensados, e estes, vivem no passado...
Adoro o tempo, e seu milagroso unguento, pomada que cicatriza...
Não sou alvo para tua mira...
Minha escolha é ser passiva na tua briga solitária
E ativa na minha oferta solidária de trégua...
Finalizando minha reza
Deixo a teu cargo aquilo que enxergas!
E devolvo as suas balas perdidas, prefiro chocolate, e elas não sabiam o que faziam, estavam atordoadas!!
Causo impacto como uma bomba no mar, para fazer barulho e onda
Borboleta que sabe surfar e chegar a praia de asas coladas, que irão se secar...
Que assim sempre seja!!
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Das mulheres que já fui, e das mulheres com quem esbarrei e que me emprestaram seus segredos, a que eu mais gosto é a de agora. Sem medos e protegida pela força centrípeta do próprio self... Com o coração claro e forte e o corpo frágil e sedutor, tem todo poder nos olhos e dentes...e nas mãos e lábios amor.
No seio abraço e alimento quente, nas coxas torneadas um tridente que prende e larga....
O que sou agora me surpreende, porque não depende de nada, já era devir quando eu sequer era pensada.
Destino meu, és meu encargo de agora. Não sobredeterminada por um eu soberano, mas inserida na selva multifacetada certa de que meu gesto e palavra farão clarão na mata.
Destino meu, és meu encargo de agora. Não sobredeterminada por um eu soberano, mas inserida na selva multifacetada certa de que meu gesto e palavra farão clarão na mata.
Poema insubmisso
Não deixarei de ser quem eu sou
E nem você, de ser o que é
Mudaremos
Cresceremos
Abrigaremos novos segredos e novos despertares...
Mudaremos o olhar
O jeito de fazer a cena
Mas seremos ainda protagonistas
Com personagens novos, eu espero
O Fato, é que não me ser me adoece
E saber que você não se é me entristece
Tudo se torna muito nebuloso, falso, como se andássemos numa superfície de gelo
Prestes a se quebrar
Eu não quero me afogar debaixo de uma crosta de vidro assistindo seu desespero em me salvar
De que?
Dos nossos pedidos supérfluos de satisfação?
Eu não quero satisfazer seu desejo, quero que deseje isso que sou
E sou isso
Aquilo
Aquilo outro
Espontâneo
Solto
Livre
Insubmisso
Nem isso, nem aquilo outro
Que te prometi, ou que me pediste...
As estações do ano quando são idênticas indicam catástrofe
O contraste é também importante
Então me permita, aliás, se permita
Ser apenas o que somos
E pronto
Estamos quites...
Viveremos sonhos de nosso próprio palpite
Se calhar, eles se atravessam
E nem você, de ser o que é
Mudaremos
Cresceremos
Abrigaremos novos segredos e novos despertares...
Mudaremos o olhar
O jeito de fazer a cena
Mas seremos ainda protagonistas
Com personagens novos, eu espero
O Fato, é que não me ser me adoece
E saber que você não se é me entristece
Tudo se torna muito nebuloso, falso, como se andássemos numa superfície de gelo
Prestes a se quebrar
Eu não quero me afogar debaixo de uma crosta de vidro assistindo seu desespero em me salvar
De que?
Dos nossos pedidos supérfluos de satisfação?
Eu não quero satisfazer seu desejo, quero que deseje isso que sou
E sou isso
Aquilo
Aquilo outro
Espontâneo
Solto
Livre
Insubmisso
Nem isso, nem aquilo outro
Que te prometi, ou que me pediste...
As estações do ano quando são idênticas indicam catástrofe
O contraste é também importante
Então me permita, aliás, se permita
Ser apenas o que somos
E pronto
Estamos quites...
Viveremos sonhos de nosso próprio palpite
Se calhar, eles se atravessam
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Varizes, TPM e coisas afins
Inflada de dores
Esvazio o peito: estou de saco bem cheio!!!
Distribuo as dores sem remorsos
Quem se aproxima eu calço
piso o dedo machucado
Avisei que hoje não
Estou amuada
Grito e não é da alma, é da casca
Que o superficial me inerva
e a covardia me deixa farta
Vá e vê se "se cata"
Cuida dos teus restos
Faça de ti um humano quem sabe, ou coisa que o valha
Mas não me aperreie
Que estou fechada, armada até os dentes
e contaminada pelo pessimismo da TPM.
Esvazio o peito: estou de saco bem cheio!!!
Distribuo as dores sem remorsos
Quem se aproxima eu calço
piso o dedo machucado
Avisei que hoje não
Estou amuada
Grito e não é da alma, é da casca
Que o superficial me inerva
e a covardia me deixa farta
Vá e vê se "se cata"
Cuida dos teus restos
Faça de ti um humano quem sabe, ou coisa que o valha
Mas não me aperreie
Que estou fechada, armada até os dentes
e contaminada pelo pessimismo da TPM.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Paisagem ou Retrato?
Em pé é retrato
Olho e reconheço os traços
Dou nome
A mão
Mudo a luz
Emolduro
Encaro...
Esqueço, relembro, guardo, perco...
Deitado é paisagem
Sobreabraço
Massageio
Admiro
Horizonto-me
Deito sobre os ombros
Adormeço
Visão panorâmica que me habita
Sem imitações, parece viva quando está tão quieta
Choro ao pé do leito
Se de pé não fica
A lembrança é fotografia...
Retrato ou paisagem
Tirada pela experiência do encontro
E pela despedida do exato momento
Serve como ungüento a saudade
Esse filme não revelado.
Olho e reconheço os traços
Dou nome
A mão
Mudo a luz
Emolduro
Encaro...
Esqueço, relembro, guardo, perco...
Deitado é paisagem
Sobreabraço
Massageio
Admiro
Horizonto-me
Deito sobre os ombros
Adormeço
Visão panorâmica que me habita
Sem imitações, parece viva quando está tão quieta
Choro ao pé do leito
Se de pé não fica
A lembrança é fotografia...
Retrato ou paisagem
Tirada pela experiência do encontro
E pela despedida do exato momento
Serve como ungüento a saudade
Esse filme não revelado.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
A justa desmedida
Quero ver quem ousa me contar em em metros
Eu transbordo
Fervo
Me inervo
Eu ser humano
Quem ousa me dizer que eu contradito
Pra mim, sou regra
E se me falam que o humano é tosco, ogro, tranqueira, merda
Não me identifico
Entristeço, estupefata e envergonhada
Por quem não se reconhece no dedo que aponta
Quem ousa me tolir, achar que não estou pronta
Sequer sabe que fui, voltei, e ainda lhe emprestei dinheiro pra passagem.
Passe bem...e ouse mais que a mesma metade.
Inteiro e sem vaidade talvez não veja reflexo onde havia novidade.
Eu transbordo
Fervo
Me inervo
Eu ser humano
Quem ousa me dizer que eu contradito
Pra mim, sou regra
E se me falam que o humano é tosco, ogro, tranqueira, merda
Não me identifico
Entristeço, estupefata e envergonhada
Por quem não se reconhece no dedo que aponta
Quem ousa me tolir, achar que não estou pronta
Sequer sabe que fui, voltei, e ainda lhe emprestei dinheiro pra passagem.
Passe bem...e ouse mais que a mesma metade.
Inteiro e sem vaidade talvez não veja reflexo onde havia novidade.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Reparação
Reparar quando faltou, ou quando passou da conta
Para o primeiro se doar
Para o segundo se ausentar
Quando se apronta
Se desculpar, consertar, não mexer mais
Reparar quando não cumpriu o combinado
Assumindo ....
Parar e olhar, parar de novo
Arrumar o quarto
Construir um cômodo
Decorar um canto
Inventar um cenário
Reparar quando errou a fala
Reler o texto, ensaiar, dar a deixa
Deixar pra lá
Quando feriu, julgou, banhou com ódio a jóia do amor
Limpar, orar, perdoar, colar....
Recolher os próprios estilhaços
Dar por perdido o momento exato em que podia ter parado
Re-parar
Voltar no tempo, rever os fatos
Aprender e se poupar
De tanta culpa em seus atos....aumentar o espetáculo
Propondo um segundo Ato!!!
domingo, 3 de agosto de 2014
De tempos em tempos, um astro desbota
Penso em quem pede para que se dê tempo ao tempo
Como se o tempo precisasse das minhas horas...
O que o tempo precisa é de exercitar sua roda
sem empecilhos
O humano que se vire
para agarrar os segundos
para se achar nos momentos
para se sentir nas horas
que não voltam...
O tempo é respiro, ele não atropela, ele não corre
O tempo não morre, nem mesmo socorre
A gente tenta fazer o tempo, organizar, aproveitar....
Enquanto o tempo ensina a rodar, repetir, desmentir, mudar, envelhecer, recomeçar...
Ninguém perde o tempo....se perde no tempo
É arrastado pelo giro que faz para frente e não para trás...
e ele vai....vai....vai...parado como um furo no espaço....
Sem sol, sem lua, não há guia, não há dia, nem calendário
o tempo é lendário
Como dar tempo ao que não tem horário....eu que não tenho forças para rodar ao contrário
Dou ação, silêncio
escritos, feitos, filhos, células ....minha mortalidade de flor
Murchando aos poucos
Dar tempo ao tempo, é deixar-se morrer lento algo que em algum momento brotou....
ele traz, ele mata....
Muda em cambalhota o que se submete ao brilho dos astros.
Como se o tempo precisasse das minhas horas...
O que o tempo precisa é de exercitar sua roda
sem empecilhos
O humano que se vire
para agarrar os segundos
para se achar nos momentos
para se sentir nas horas
que não voltam...
O tempo é respiro, ele não atropela, ele não corre
O tempo não morre, nem mesmo socorre
A gente tenta fazer o tempo, organizar, aproveitar....
Enquanto o tempo ensina a rodar, repetir, desmentir, mudar, envelhecer, recomeçar...
Ninguém perde o tempo....se perde no tempo
É arrastado pelo giro que faz para frente e não para trás...
e ele vai....vai....vai...parado como um furo no espaço....
Sem sol, sem lua, não há guia, não há dia, nem calendário
o tempo é lendário
Como dar tempo ao que não tem horário....eu que não tenho forças para rodar ao contrário
Dou ação, silêncio
escritos, feitos, filhos, células ....minha mortalidade de flor
Murchando aos poucos
Dar tempo ao tempo, é deixar-se morrer lento algo que em algum momento brotou....
ele traz, ele mata....
Muda em cambalhota o que se submete ao brilho dos astros.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Livre
De coisas mal ditas
De palavras erradas
De alfinetes voodoos
De bocas cerradas
De mentiras deslavadas
De dúvidas inventadas
De felicidades forjadas
Livre de azeitonas na faringe
De respiração acelerada
De falta de ar
De saladas destemperadas
De fardas roubadas
De tiros falsos e gatilhos puxados
Livre de encanto
De saudades
De cidade panóptica
De diferentes brigas ilógicas
De imagens amorfas
De perguntas inóbvias
Dos obtusos
Dos agudos
De qualquer cilada
De jogos...de cartas
De destino
Livre
Arbítrio!!!
De palavras erradas
De alfinetes voodoos
De bocas cerradas
De mentiras deslavadas
De dúvidas inventadas
De felicidades forjadas
Livre de azeitonas na faringe
De respiração acelerada
De falta de ar
De saladas destemperadas
De fardas roubadas
De tiros falsos e gatilhos puxados
Livre de encanto
De saudades
De cidade panóptica
De diferentes brigas ilógicas
De imagens amorfas
De perguntas inóbvias
Dos obtusos
Dos agudos
De qualquer cilada
De jogos...de cartas
De destino
Livre
Arbítrio!!!
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