quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Poema insubmisso

Não deixarei de ser quem eu sou
E nem você, de ser o que é
Mudaremos
Cresceremos
Abrigaremos novos segredos e novos despertares...
Mudaremos o olhar
O jeito de fazer a cena
Mas seremos ainda protagonistas
Com personagens novos, eu espero
O Fato, é que não me ser me adoece
E saber que você não se é me entristece
Tudo se torna muito nebuloso, falso, como se andássemos numa superfície de gelo
Prestes a se quebrar
Eu não quero me afogar debaixo de uma crosta de vidro assistindo seu desespero em me salvar
De que?
Dos nossos pedidos supérfluos de satisfação?
Eu não quero satisfazer seu desejo, quero que deseje isso que sou
E sou isso
Aquilo
Aquilo outro
Espontâneo
Solto
Livre
Insubmisso
Nem isso, nem aquilo outro
Que te prometi, ou que me pediste...
As estações do ano quando são idênticas indicam catástrofe
O contraste é também importante
Então me permita, aliás, se permita
Ser apenas o que somos
E pronto
Estamos quites...
Viveremos sonhos de nosso próprio palpite
Se calhar, eles se atravessam

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