Pediram-me para ser leve
Por isso tomei a pena
Mas minha mão pesada
Forçou-a contra o papel
deixou borrões, projeções de meus conteúdos que latem
Furou os pontos, rasgou vírgulas, tatuou palavras, sangrou rimas
até ficarem caladas as vísceras
Para quem não entende de sublimação
Foi apenas minha agressividade, descontrole, invasão, ebriedade
Para quem entende de vida, foi a minha pulsação
Desejo, intensidade, emoção, fui eu em verdade...
A leveza prometida habitou minha face
No poema a ferida
Aqui dentro a sanidade.
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