Rede na varanda
Barulhos dispersos
Balança o humor entre deprimido e esperançoso
As crianças brincam
tudo sem intensidade
Os desejo calados de sábado
a certeza da semana que começa
Nenhuma pressa
Dormingo
Almoço especial
Silêncio sob chuva
barulho dos dentes estilhaçando uvas
Tudo se ouve por dentro
tal a quietude
Esperança que renasce ou tédio que finge descanso
Parques lotados
Rostos mansos
ressaquiados
Até o ódio aguarda o dia mais agitado
para manifestar-se
Domingo é música que não se dança
Ou Samba que disfarça o dia
Leitura embaixo de cobertas
Abraço para quem tem frio
Solidão para quem tem saudade
Encontro para os queridos, com palavras francas ou pelas metades
Sorrisos largos e repetidos
O primeiro dia, Sagrado
Onde tudo seria o vislumbre de uma nova realidade.
E se repete a vida até o próximo Sábado...
Nem doce, nem amargo, domingo adormece o passado.
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